Author name: Bernardo Stern

Núcleo accumbens: como o cérebro transforma recompensa em motivação

Núcleo accumbens: como o cérebro transforma recompensa em motivação

Núcleo accumbens: como o cérebro transforma recompensa em motivação Meta descrição: Entenda o que é o núcleo accumbens e como essa região cerebral participa da motivação, recompensa, dopamina, aprendizado e formação de hábitos. O que é o núcleo accumbens? O núcleo accumbens, também chamado de nucleus accumbens, é uma região localizada profundamente no cérebro e integrante do estriado ventral. Ele participa de circuitos cerebrais envolvidos em recompensa, motivação, aprendizado e comportamento. Por isso, frequentemente aparece em discussões sobre alimentação, atividade física, formação de hábitos e dependência química. Durante muito tempo, tornou-se comum chamá-lo de uma espécie de “centro do prazer”. Essa explicação, entretanto, é simplificada demais. O núcleo accumbens não funciona sozinho e sua atividade não está relacionada exclusivamente ao prazer. Ele integra uma complexa rede cerebral que ajuda a determinar quais estímulos são importantes e quais comportamentos vale a pena repetir. Núcleo accumbens e dopamina Uma das conexões mais conhecidas ocorre com a área tegmental ventral (VTA), que envia projeções dopaminérgicas ao núcleo accumbens. Essa comunicação faz parte da chamada via mesolímbica. É aqui que encontramos outro conceito frequentemente simplificado: a dopamina. Ela costuma ser chamada de “hormônio do prazer”, mas é um neurotransmissor — embora também possa atuar perifericamente — com funções muito mais amplas. No circuito de recompensa, participa especialmente de processos relacionados à motivação, aprendizado e expectativa de resultados. Isso significa que a dopamina não deve ser entendida simplesmente como uma substância que produz felicidade. Ela participa do processo pelo qual o cérebro aprende que determinado comportamento ou estímulo possui relevância e pode merecer ser buscado novamente. Qual é a função do núcleo accumbens? Imagine que você realiza determinada atividade e recebe uma consequência considerada positiva. O cérebro começa a estabelecer uma associação entre o comportamento e seu resultado. Quando essa experiência se repete, circuitos de recompensa e aprendizado participam da atualização dessas associações. De maneira bastante simplificada, podemos pensar: Comportamento → consequência → aprendizado → motivação → possibilidade de repetição. O núcleo accumbens participa justamente da integração dessas informações. É por isso que essa região é estudada em contextos tão diferentes quanto alimentação, sexo, exercício, interação social, jogos e uso de drogas. Isso não significa que todos esses comportamentos produzam exatamente a mesma resposta cerebral. Significa que diferentes estímulos podem recrutar, de maneiras distintas, circuitos relacionados à recompensa e à motivação. Núcleo accumbens e formação de hábitos Quando falamos em hábitos, o cérebro precisa aprender que determinadas ações estão associadas a determinados resultados. Imagine alguém que começa a caminhar diariamente. Nas primeiras semanas, sair de casa pode exigir esforço consciente. Depois de algum tempo, entretanto, a pessoa começa a associar a caminhada a experiências positivas: sensação de realização, contato com outras pessoas, redução do estresse percebido ou simplesmente satisfação por cumprir uma meta. A repetição e o aprendizado podem tornar aquele comportamento progressivamente mais fácil de iniciar. O núcleo accumbens participa desse sistema motivacional, embora a formação de hábitos envolva diversas outras estruturas cerebrais. Portanto, seria incorreto dizer que existe um único “centro cerebral dos hábitos”. E o que isso tem a ver com exercício? Essa discussão ajuda a compreender por que prazer, recompensa e motivação podem influenciar nossa relação com a atividade física. Uma pessoa que detesta determinada modalidade pode depender constantemente de esforço consciente para realizá-la. Outra pode encontrar uma atividade que produz experiências positivas e, consequentemente, apresentar maior disposição para repeti-la. Isso não significa que devemos fazer apenas aquilo que proporciona prazer imediato. Exercício envolve esforço, desconforto e disciplina. Mas ajuda a explicar por que encontrar uma atividade compatível com as preferências individuais pode facilitar a construção da regularidade. A questão deixa de ser somente: “Qual exercício é melhor?” e passa também a considerar: “Qual exercício esta pessoa consegue repetir?” Conclusão O núcleo accumbens é uma região importante dos circuitos cerebrais envolvidos em recompensa, motivação e aprendizado. Sua relação com a dopamina ajuda o cérebro a identificar estímulos relevantes e ajustar comportamentos de acordo com suas consequências. Entender esse mecanismo também muda a maneira como pensamos sobre hábitos. Disciplina continua sendo importante, mas comportamento humano não depende exclusivamente de força de vontade. Motivação, recompensa, ambiente, experiência e repetição também participam daquilo que conseguimos transformar em rotina. E talvez seja exatamente aí que cérebro e exercício se encontrem: um comportamento que conseguimos repetir tem muito mais oportunidade de se transformar em hábito. Ao longo de mais de 20 anos dedicados à saúde e ao treinamento físico, venho ajudando pessoas comuns a conquistarem: emagrecimento; ganho de massa muscular; autoestima; disposição; qualidade de vida; performance física e mental. Se você sente que está treinando sem direção, sem resultado ou sem motivação, talvez esteja faltando justamente um planejamento pensado para a sua realidade. Lembre-se o que você aprendeu no texto assim “Cortar carboidratos emagrece?” Nem sempre! O melhor é estudar ou contratar um profissional para te ajudar! 📘 Conheça também o meu E-book Guia da Musculação, criado para ajudar iniciantes e intermediários a entenderem os princípios do treinamento físico de forma prática, objetiva e acessível. 🏋️‍♂️ E se quiser acelerar seus resultados, conheça minha Consultoria Fitness Online, com acompanhamento personalizado, estratégias de treino, ajustes e direcionamento individualizado para sua rotina, objetivo e nível de condicionamento. 🌐 Acesse agora:Bernardo Stern Oficial 📺 Perdeu algum episódio do programa Conexão Saúde?Confira a playlist completa no YouTube com conteúdos sobre: musculação; saúde; qualidade de vida; recuperação; bem-estar; performance; prevenção. ▶️ Assista aqui:Playlist Conexão Saúde no YouTube 📲 Quer começar sua transformação agora? Me chame no WhatsApp e vamos construir juntos um plano para levar seu corpo e sua mente ao próximo nível. Seu resultado começa na decisão que você toma hoje. “Cortar carboidratos emagrece?”

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“Não gosto de musculação”: qual é o melhor exercício para você? Por Juliana Diehl

“Não gosto de musculação”: qual é o melhor exercício para você? Por Juliana Diehl

“Não gosto de musculação”: qual é o melhor exercício para você?  Não gosta de musculação? Isso não significa que você precisa ser sedentário. Descubra como encontrar uma atividade física que combine com você. Não gostar de musculação não significa não gostar de exercício “Eu não gosto de musculação.” Para algumas pessoas, entrar em uma academia, utilizar máquinas, contar repetições e seguir uma sequência de exercícios é prazeroso. Para outras, pode ser monótono ou simplesmente não combinar com suas preferências. Durante uma conversa no programa Conexão Saúde, a personal trainer e acupunturista Juliana Diehl trouxe uma reflexão importante: quando alguém afirma que não gosta de musculação, a solução não deveria ser simplesmente obrigar essa pessoa a praticá-la. Antes disso, precisamos entender quem é essa pessoa, quais são seus objetivos, suas limitações e, principalmente, que tipo de movimento ela consegue incorporar à própria vida. Isso é especialmente relevante diante de um problema mundial: segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 31% dos adultos — aproximadamente 1,8 bilhão de pessoas — não atingiram os níveis recomendados de atividade física em 2022. Mantida a tendência, a proporção pode chegar a 35% em 2030. Talvez, portanto, a pergunta não seja apenas: “Como fazer essa pessoa gostar de musculação?” Mas também: “Que atividade física ela conseguiria manter?” Afinal, qual é o melhor exercício? E se eu não gosto de musculação? A resposta depende da pessoa. Uma caminhada pode ser uma excelente porta de entrada para alguém sedentário. Outra pessoa pode preferir dança, natação, ciclismo, corrida, treinamento funcional, artes marciais, esportes coletivos ou musculação. Não precisamos transformar a escolha da atividade física em uma disputa entre modalidades. O melhor exercício não é necessariamente o mais completo no papel. É aquele que, além de adequado ao seu objetivo, você consegue praticar com segurança e consistência. A escolha precisa considerar condição física, idade, objetivos, histórico, limitações, rotina e preferências individuais. E, se não gosto de musculação? Ela é realmente importante? É importante. A OMS recomenda que adultos realizem entre 150 e 300 minutos semanais de atividade aeróbica moderada, ou entre 75 e 150 minutos de atividade vigorosa, além de atividades de fortalecimento envolvendo os principais grupos musculares em pelo menos dois dias da semana. Mas existe uma diferença importante: fortalecimento muscular não é sinônimo obrigatório de academia tradicional. Dependendo da pessoa e do objetivo, o treinamento resistido pode ser realizado de diferentes maneiras. Portanto, a mensagem não é abandonar a musculação. É abandonar a ideia de que todas as pessoas precisam gostar exatamente da mesma modalidade para serem fisicamente ativas. Gostar do exercício pode ajudar você a continuar Conhecer os benefícios do exercício nem sempre é suficiente para criar o hábito. Existe também uma dimensão comportamental. O próprio material destaca evidências relacionando as respostas afetivas e o prazer experimentado durante o exercício à adesão à atividade física. A maneira como alguém se sente durante e depois da atividade pode influenciar sua disposição para continuar praticando. Isso ajuda a explicar por que alguém pode abandonar a academia repetidamente, mas conseguir manter uma caminhada, uma aula de dança ou um esporte com amigos durante anos. Talvez não seja simplesmente falta de disciplina. Talvez seja necessário encontrar uma estratégia mais compatível com aquela pessoa. Começar pequeno também é começar Outro erro comum é acreditar que uma mudança de vida precisa começar com um programa perfeito. Uma pessoa sedentária decide que irá treinar uma hora por dia, cinco vezes por semana. Poucos dias depois aparecem trabalho, compromissos, cansaço e dores. A rotina começa a falhar e logo é completamente abandonada. A própria OMS reforça que alguma atividade física é melhor do que nenhuma e recomenda que pessoas inativas comecem com pequenas quantidades, aumentando gradualmente frequência, intensidade e duração. Para alguém completamente sedentário, começar caminhando alguns minutos pode ser mais inteligente do que estabelecer imediatamente uma rotina incompatível com sua realidade. O objetivo inicial pode ser simplesmente construir consistência. Exercício é muito mais do que estética Outro ponto importante é desvincular atividade física exclusivamente de emagrecimento, hipertrofia ou aparência. Esses podem ser objetivos legítimos, mas representam apenas uma parte dos benefícios associados a uma vida fisicamente ativa. As diretrizes da OMS relacionam atividade física a benefícios envolvendo saúde cardiovascular, hipertensão, diabetes tipo 2, alguns tipos de câncer, sintomas de ansiedade e depressão, cognição e sono. Talvez uma mudança interessante de pensamento seja trocar: “Preciso treinar para mudar meu corpo.” por: “Quero me movimentar para continuar capaz de viver bem.” Subir escadas, carregar compras, brincar com os filhos, levantar de uma cadeira, preservar força, equilíbrio e independência são resultados que dificilmente aparecem em uma fotografia, mas possuem enorme importância ao longo da vida. Exercício ideal x exercício sustentável Existe uma diferença importante entre esses dois conceitos. Um programa considerado ideal pode combinar exercícios aeróbicos, força, mobilidade, equilíbrio e outras capacidades. Mas existe também o exercício sustentável: aquele que consegue sobreviver à rotina real. Um programa pode ser excelente fisiologicamente, mas se a pessoa o abandona depois de duas semanas, sua efetividade prática será limitada. Por isso, consistência, progressão e individualização precisam caminhar juntas. Então, o que fazer se eu não gosto de musculação? Não gostar de musculação não deveria servir como justificativa para permanecer sedentário. Também não significa que você precise passar anos fazendo uma atividade que detesta. Experimente diferentes possibilidades. Caminhada, corrida, bicicleta, natação, dança, esportes, treinamento funcional, artes marciais, atividades coletivas ou ao ar livre podem representar portas de entrada diferentes para pessoas diferentes. E, quando houver necessidade de desenvolver força, o treinamento resistido pode ser adaptado às características, objetivos e limitações individuais. Conclusão: encontre uma atividade que você consiga repetir A mensagem não é escolher entre musculação e qualquer outra modalidade. É entender que não existe apenas uma maneira de colocar o corpo em movimento. Se você gosta de musculação, excelente. Se não gosta, isso não significa que esteja condenado ao sedentarismo. Como resumiu Juliana Diehl durante o Conexão Saúde, o principal é movimentar-se. Você não precisa começar perfeito, gostar de todas as modalidades ou seguir o treinamento de

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Avaliação física e dieta: por que conhecer o corpo ajuda na prescrição nutricional?

Avaliação física e dieta: por que conhecer o corpo ajuda na prescrição nutricional?

Avaliação física e dieta: por que conhecer o corpo ajuda na prescrição nutricional? Meta descrição: Avaliação física, IMC, cineantropometria ou bioimpedância? Entenda como a avaliação da composição corporal pode contribuir para uma estratégia nutricional mais individualizada. Subir na balança é simples. Mas duas pessoas com o mesmo peso podem apresentar corpos completamente diferentes. Uma pode ter maior quantidade de massa muscular; outra, maior percentual de gordura. Podem ainda existir diferenças importantes na distribuição da gordura corporal, idade, nível de atividade física, histórico de treinamento e objetivos. Por isso, quando monto uma estratégia alimentar, saber apenas “quanto você pesa” fornece uma informação limitada. É necessário uma avaliação física! A avaliação da composição corporal pode ajudar a compreender melhor o ponto de partida e acompanhar a resposta à intervenção nutricional. Diretrizes atuais inclusive recomendam complementar o IMC com outras medidas em situações nas quais ele pode representar inadequadamente a adiposidade, como em indivíduos com maior massa muscular. Vamos conhecer três ferramentas muito utilizadas. 1. IMC: simples e útil, mas limitado O Índice de Massa Corporal (IMC) relaciona peso e altura: IMC = peso (kg) ÷ altura² (m) Sua grande vantagem é a simplicidade. Em poucos segundos, conseguimos obter um indicador utilizado mundialmente para rastreamento e classificação populacional. Certamente é o método de avaliação física mais utilizado. O problema aparece quando tentamos transformar o IMC em uma fotografia completa do indivíduo. Ele não diferencia massa muscular de gordura corporal. Um praticante de musculação muito musculoso, por exemplo, pode apresentar IMC elevado sem necessariamente possuir excesso de gordura. Por isso, embora continue sendo uma ferramenta válida de triagem, não deveria ser interpretado isoladamente em todas as situações. 2. Cineantropometria: medindo o corpo com mais detalhes A cineantropometria estuda as dimensões, proporções e composição do corpo humano e sua relação com movimento e função. A ISAK desenvolveu padrões internacionais para padronizar avaliações antropométricas. Na prática, dependendo do protocolo, a avaliação física pode envolver peso, estatura, circunferências, diâmetros ósseos e dobras cutâneas. Essas informações permitem uma análise mais detalhada do corpo e podem ser utilizadas para estimar composição corporal e acompanhar mudanças ao longo do tempo. E aqui existe uma vantagem interessante: Imagine alguém que iniciou uma estratégia para redução de gordura e, depois de algumas semanas, perdeu apenas 1 kg na balança. Parece pouco? Não necessariamente. Se simultaneamente houve redução de gordura e preservação ou aumento da massa muscular, o resultado pode ser bastante positivo. Apenas olhar o peso poderia esconder essa evolução. 3. Bioimpedância: tecnologia aplicada à composição corporal A bioimpedância elétrica (BIA) utiliza a passagem de uma corrente elétrica de baixa intensidade pelo organismo e, a partir da impedância e de equações específicas, estima componentes corporais. Dependendo do equipamento, podem ser apresentados indicadores como gordura corporal, massa livre de gordura e água corporal. É um método rápido, não invasivo e bastante utilizado em ambientes clínicos e esportivos. Mas existe um detalhe fundamental: o resultado depende das condições da avaliação física. Hidratação, ingestão recente de alimentos e bebidas, exercício físico, posição corporal e até temperatura podem interferir nas medidas. Por isso, avaliações seriadas precisam ser realizadas em condições tão semelhantes quanto possível. Ou seja, o número que aparece no aparelho não deve ser tratado como uma verdade absoluta. IMC, cineantropometria ou bioimpedância: qual é melhor? Não existe necessariamente um vencedor entre os métodos de avaliação física. O IMC é extremamente simples e útil para triagem, mas fornece pouca informação sobre composição corporal. A cineantropometria, quando realizada por profissional capacitado e com técnica padronizada, oferece informações detalhadas sobre medidas e proporções corporais. A bioimpedância traz praticidade e diferentes estimativas de composição corporal, porém exige atenção à qualidade do equipamento, equações utilizadas e padronização das condições de medição. Estudos mostram que métodos e equações diferentes podem produzir estimativas distintas de gordura corporal. Mais importante do que escolher o método “mais moderno” é entender o que está sendo medido, as limitações da técnica e utilizar protocolos consistentes para acompanhar a evolução. 5 dicas da Nutri Claudia Stern 1. Não avalie seu progresso apenas pela balança. Peso corporal é apenas uma variável. Circunferências, composição corporal, desempenho, exames quando indicados e evolução clínica podem completar a análise. 2. Proteína precisa fazer parte da estratégia. Especialmente para quem treina, a quantidade e a distribuição das proteínas ao longo do dia devem ser adequadas ao objetivo e às características individuais. 3. Carboidrato não precisa ser tratado como inimigo. Quantidade, qualidade e distribuição precisam ser ajustadas ao gasto energético, rotina e treinamento. Cortá-lo indiscriminadamente não é requisito para reduzir gordura. 4. Não copie a dieta de outra pessoa. Mesmo indivíduos com peso e altura semelhantes podem apresentar composição corporal, rotina, preferências, necessidades e objetivos completamente diferentes. 5. Reavalie para saber se a estratégia está funcionando. Uma avaliação inicial mostra o ponto de partida. As avaliações seguintes mostram a direção. A comparação ao longo do tempo ajuda o profissional a decidir se a estratégia deve ser mantida ou ajustada. A avaliação ajuda a individualizar a estratégia A avaliação corporal não “prescreve uma dieta” sozinha. Ela fornece informações que, somadas à anamnese nutricional, ingestão alimentar, rotina, treinamento, condições clínicas e objetivos, ajudam o nutricionista a tomar decisões mais individualizadas. Esse é provavelmente o conceito mais importante. O objetivo não é transformar a pessoa em um percentual de gordura ou em um número de IMC. É utilizar diferentes informações para compreender melhor aquele organismo. Conclusão Uma boa estratégia nutricional começa antes da montagem do cardápio. IMC, cineantropometria e bioimpedância podem oferecer perspectivas diferentes sobre peso, dimensões e composição corporal. Nenhum desses métodos, isoladamente, conta toda a história. Quando a avaliação corporal é associada à avaliação nutricional completa, o profissional consegue estabelecer objetivos mais coerentes e, principalmente, acompanhar se as mudanças observadas estão ocorrendo na direção desejada. Afinal, perder peso nem sempre significa perder gordura — e manter o peso nem sempre significa que o corpo não mudou. Referências bibliográficas American Diabetes Association Professional Practice Committee for Obesity. Screening, Diagnosis, Evaluation, and Staging of Obesity in Adults: Standards of Care in Overweight and Obesity—2026. BMJ

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5 suplementos com comprovação científica: o que realmente funciona?

5 suplementos com comprovação científica: o que realmente funciona?

5 suplementos com comprovação científica: o que realmente funciona? Conheça 5 suplementos com boa evidência científica, seus principais benefícios e quando creatina, whey, cafeína, beta-alanina e ômega-3 fazem sentido. A indústria de suplementos oferece milhares de produtos prometendo mais músculos, disposição, recuperação e saúde. Entretanto, quando analisamos a literatura científica, percebemos que poucos suplementos possuem evidências suficientemente consistentes para justificar algumas das promessas feitas nas redes sociais. Na visão da nutricionista Claudia Stern, suplementação deveria começar por uma pergunta simples: essa pessoa realmente precisa desse suplemento? Alimentação, objetivo, treinamento, sono, exames, rotina e condições individuais precisam ser considerados antes de qualquer prescrição. Dito isso, existem suplementos que se destacam pelo volume e pela qualidade das pesquisas. Conheça cinco deles. 1. Creatina: uma das substâncias mais estudadas do esporte A creatina monohidratada  é um dos 5 suplementos mais estudados, e é o principal exemplo quando falamos em suplementação esportiva baseada em evidências. Grande parte da creatina corporal está armazenada no músculo esquelético, nas formas de creatina livre e fosfocreatina. Esse sistema participa da rápida disponibilidade de energia em esforços intensos e de curta duração. Na prática, sua suplementação pode favorecer a capacidade de realizar exercícios de alta intensidade e contribuir para adaptações ao treinamento, especialmente força e ganho de massa muscular quando combinada à musculação. E um detalhe importante: creatina não é esteroide anabolizante. Também não é um suplemento exclusivo de fisiculturistas. Sua utilização vem sendo investigada em diferentes populações e contextos. 2. Whey protein: proteína em uma forma prática O whey protein é uma proteína derivada do soro do leite e fornece aminoácidos essenciais importantes para a síntese proteica muscular. Mas existe um conceito fundamental: whey não produz hipertrofia por mágica. O principal fator é atingir uma ingestão diária adequada de proteínas. Para a maioria das pessoas fisicamente ativas, a International Society of Sports Nutrition aponta uma faixa de aproximadamente 0,8 a 2,0 g de proteína/kg/dia como suficiente para construção e manutenção de massa muscular. O whey entra principalmente pela praticidade. Uma pessoa poderia obter proteína através de carnes, ovos, leite, iogurte, peixes e outras fontes alimentares. A suplementação torna-se interessante quando facilita atingir as necessidades individuais. O próprio Australian Institute of Sport inclui suplementos de proteína isolada entre os produtos do Grupo A. 3. Cafeína: desempenho e percepção de esforço A cafeína está entre os recursos ergogênicos mais estudados. As evidências mostram benefícios em diferentes componentes da performance, incluindo resistência muscular, velocidade de movimento, força, sprints e exercícios aeróbicos. Os resultados mais consistentes aparecem especialmente nos exercícios de endurance. Uma faixa frequentemente estudada é de 3 a 6 mg/kg, embora doses menores também possam produzir efeitos em algumas pessoas. Isso não significa que quanto mais cafeína, melhor. Doses elevadas aumentam a possibilidade de efeitos adversos e podem prejudicar o sono. Além disso, a resposta apresenta considerável variação individual. E lembre-se: café também contém cafeína. Nem sempre é necessário utilizar um suplemento para obter esse composto. 4. Beta-alanina: interessante para exercícios intensos A beta-alanina é um aminoácido utilizado pelo organismo na formação da carnosina muscular. Está no nosso top 5 suplementos, porém, cabe a ressalva que muitas vezes a dose consumida é inferior aquelas que os estudos apresentam resultados O aumento das concentrações musculares de carnosina pode contribuir para tamponar alterações associadas à produção de íons H+ durante exercícios intensos. Em termos simples, ela pode ser particularmente interessante em situações nas quais o atleta precisa sustentar esforços de alta intensidade. A beta-alanina também integra a categoria de suplementos com forte evidência do Australian Institute of Sport. Um efeito bastante conhecido é a parestesia — aquela sensação temporária de formigamento na pele que algumas pessoas apresentam após consumir determinadas doses. É desconfortável para alguns, mas não significa que o suplemento esteja “fazendo mais efeito”. 5. Ômega-3: muito além da musculação O ômega-3, principalmente EPA e DHA, entra nessa lista por motivos diferentes dos anteriores. O último dos 5 suplementos que acredito ter uma importância bem relevante. Ele não deve ser vendido como um suplemento milagroso para hipertrofia. Uma posição científica recente da International Society of Sports Nutrition concluiu que a suplementação com EPA e DHA pode aumentar os níveis de ômega-3 e apresenta evidências relacionadas a diferentes aspectos de saúde e exercício. Por outro lado, não está demonstrado que produza benefício relevante de hipertrofia em adultos jovens por si só. Existem investigações sobre exercício aeróbico, função cardiovascular, recuperação, dor muscular, força, sono e outros desfechos, mas os resultados variam conforme população, dose e objetivo. Também é importante lembrar que peixes gordurosos são fontes alimentares de EPA e DHA. Portanto, a necessidade de suplementação depende, entre outros fatores, do padrão alimentar. Suplemento não substitui alimentação Aqui está provavelmente a mensagem mais importante deste artigo. Um suplemento pode apresentar excelentes evidências científicas e ainda assim não ser necessário para determinada pessoa. Imagine alguém consumindo algum desses 5 suplementos creatina, whey, cafeína e outros produtos, mas: dormindo cinco horas por noite; ingerindo pouca proteína; treinando sem regularidade; consumindo poucas frutas e vegetais; e mantendo uma alimentação inadequada às próprias necessidades. O suplemento não corrigirá todos esses problemas. Suplementação deve complementar uma estratégia — e não tentar compensar a ausência dela. Então quais suplementos realmente valem a pena? Depende do objetivo. Esses 5 suplementos citados, já se provaram no tempo. Para alguém que pratica musculação, creatina e proteína suplementar, quando necessária, podem fazer bastante sentido. Para determinados esportes e situações competitivas, cafeína e beta-alanina podem oferecer vantagens específicas. O ômega-3 possui outra lógica: sua indicação está muito mais relacionada ao contexto nutricional e às necessidades individuais do que simplesmente à busca por hipertrofia. Essa individualização é justamente o papel do nutricionista. Cuidado com a expressão “cientificamente comprovado” Esse termo precisa ser usado com responsabilidade. A ciência raramente funciona como um carimbo dizendo simplesmente “funciona” ou “não funciona”. Precisamos perguntar: Funciona para quê? Para quem? Em qual dose? Em qual situação? Durante quanto tempo? O Australian Institute of Sport destaca justamente que suplementos podem desempenhar um papel pequeno, porém importante, na nutrição esportiva e que

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Bichectomia: para que serve, benefícios, riscos e função além da estética

Bichectomia: para que serve, benefícios, riscos e função além da estética

Bichectomia: para que serve, benefícios, riscos e função além da estética Bichectomia vai além da estética? Entenda para que serve, possíveis benefícios funcionais, riscos e o que a ciência diz sobre o procedimento. Quando se fala em bichectomia, a primeira associação costuma ser estética: diminuir o volume das bochechas e modificar o contorno facial. Mas existe outra questão: a bichectomia pode ter função além da estética? O corpo adiposo de Bichat não é simplesmente uma gordura sem função. Localizado profundamente na bochecha, possui relações com músculos da mastigação, ducto parotídeo, vasos e estruturas relacionadas ao nervo facial. Por isso, sua remoção precisa considerar anatomia, benefícios e riscos. O que é bichectomia e para que serve? A bichectomia consiste na remoção parcial do corpo adiposo bucal, normalmente por acesso intraoral. A quantidade retirada varia conforme a anatomia e indicação de cada paciente. Sua finalidade mais conhecida é estética, buscando reduzir a plenitude das bochechas. Entretanto, existem discussões sobre possíveis aplicações funcionais. Isso não significa que a bichectomia seja um tratamento comprovado para problemas como bruxismo, alterações mastigatórias ou mordedura da bochecha. A evidência científica é mais consolidada para sua finalidade estética do que para benefícios funcionais. Bichectomia pode ajudar quem morde a bochecha? Algumas pessoas apresentam mordedura recorrente da mucosa jugal, provocando irritação, dor e lesões. Em determinados casos, características anatômicas da bochecha podem contribuir para esse problema. Porém, antes de considerar uma cirurgia, é necessário investigar possíveis alterações oclusais, posicionamento dentário, bruxismo, hábitos parafuncionais e fatores musculares. Portanto, a pergunta mais adequada não é “bichectomia cura a mordedura?”, mas: Existe uma relação anatômica que justifique o procedimento naquele paciente? Qual é a função da gordura de Bichat? O corpo adiposo de Bichat participa das relações funcionais da região orofacial. Em crianças, possui importância na sucção; em adultos, está relacionado ao espaço mastigatório e ao movimento entre estruturas musculares. Também mantém proximidade com músculos da mastigação, ducto parotídeo, vasos sanguíneos e estruturas relacionadas ao nervo facial. Essa anatomia explica por que a bichectomia não deve ser encarada simplesmente como a retirada de uma “gordura desnecessária”. Quais são os riscos da bichectomia? Como qualquer procedimento cirúrgico, a bichectomia apresenta riscos. Entre os eventos descritos estão: edema e dor; trismo; assimetria; hematoma e infecção; fibrose; alterações do contorno facial; lesão do ducto parotídeo; alterações relacionadas ao nervo facial. Uma revisão sistemática com metanálise encontrou eventos pós-operatórios em aproximadamente 25% dos pacientes estudados. Isso não significa 25% de complicações graves: foram incluídos eventos como edema, dor, trismo e assimetria, e os estudos apresentaram elevada heterogeneidade. Bichectomia pode envelhecer o rosto? O rosto perde e redistribui gordura, modifica sua sustentação e sofre alterações ósseas e cutâneas com o envelhecimento. Por isso, existe preocupação de que uma remoção excessiva do corpo adiposo em pessoas jovens possa influenciar a aparência futura da face. Entretanto, a literatura ainda apresenta escassez de estudos padronizados de longo prazo. Portanto, não é correto afirmar simplesmente que “bichectomia envelhece o rosto”. Bichectomia vale a pena? Por Dr. Marcos de borba Não existe uma resposta igual para todos. Antes da cirurgia, é importante avaliar: Qual é o objetivo: estético ou funcional? Existem alternativas menos invasivas? Quanto tecido será removido? Como o resultado poderá se comportar com o envelhecimento? Quais são os riscos? Qual é a evidência científica para o benefício esperado? A decisão deve considerar objetivo, anatomia, indicação, riscos, alternativas e expectativas. Conclusão: bichectomia vai além da estética? Pode ir, mas com ressalvas. Existem estudos e relatos indicando possíveis aplicações funcionais da bichectomia em pacientes selecionados. Entretanto, as evidências atuais não permitem transformar essas possibilidades em indicações funcionais universais. A questão central, portanto, não deveria ser simplesmente se a bichectomia é boa ou ruim, mas: Existe uma indicação adequada para este paciente? Uma decisão responsável deve considerar anatomia, objetivo, benefícios esperados, riscos, alternativas e limitações das evidências científicas. Referências científicas Traboulsi-Garet B, et al. Buccal fat pad excision for cheek refinement: A systematic review. 2021.Rocha F, et al. Prevalence of complications of buccal fat removal: A systematic review and meta-analysis. 2025.Pierzchajlo N, et al. Buccal Fat Pad Excision for Cheek Contouring: A Systematic Review. 2024.Alcântara MT, et al. Complications associated with bichectomy surgery: a literature review. 2021.Stuzin JM, et al. The anatomy and clinical applications of the buccal fat pad. 1990. Essa versão elimina boa parte da redundância, mas mantém os pontos que dão autoridade científica e diferenciação ao artigo. Ao longo de mais de 20 anos dedicados à saúde e ao treinamento físico, venho ajudando pessoas comuns a conquistarem: emagrecimento; ganho de massa muscular; autoestima; disposição; qualidade de vida; performance física e mental. Se você sente que está treinando sem direção, sem resultado ou sem motivação, talvez esteja faltando justamente um planejamento pensado para a sua realidade. Lembre-se o que você aprendeu no texto assim “Cortar carboidratos emagrece?” Nem sempre! O melhor é estudar ou contratar um profissional para te ajudar! 📘 Conheça também o meu E-book Guia da Musculação, criado para ajudar iniciantes e intermediários a entenderem os princípios do treinamento físico de forma prática, objetiva e acessível. 🏋️‍♂️ E se quiser acelerar seus resultados, conheça minha Consultoria Fitness Online, com acompanhamento personalizado, estratégias de treino, ajustes e direcionamento individualizado para sua rotina, objetivo e nível de condicionamento. 🌐 Acesse agora:Bernardo Stern Oficial 📺 Perdeu algum episódio do programa Conexão Saúde?Confira a playlist completa no YouTube com conteúdos sobre: musculação; saúde; qualidade de vida; recuperação; bem-estar; performance; prevenção. ▶️ Assista aqui:Playlist Conexão Saúde no YouTube 📲 Quer começar sua transformação agora? Me chame no WhatsApp e vamos construir juntos um plano para levar seu corpo e sua mente ao próximo nível. Seu resultado começa na decisão que você toma hoje. “Cortar carboidratos emagrece?”

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Práticas integrativas complementares

Práticas Integrativas Complementares – O que são?

Práticas Integrativas Complementares  Práticas Integrativas e Complementares –  O SUS reconhece 29. Conheça as PICS e entenda quais podem ser encontradas nos postos de saúde. O que são as PICS? As Práticas Integrativas Complementares em Saúde (PICS) são abordagens terapêuticas incorporadas à Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC). Segundo o Ministério da Saúde, elas buscam contribuir para a prevenção de agravos, promoção e recuperação da saúde, valorizando aspectos como escuta acolhedora, vínculo terapêutico, autocuidado e uma visão ampliada do processo saúde-doença. Atualmente, o SUS reconhece 29 PICS. Quais são as 29 Práticas Integrativas Complementares reconhecidas pelo SUS? A lista inclui: Medicina Tradicional Chinesa/Acupuntura; Homeopatia; Plantas Medicinais/Fitoterapia; Medicina Antroposófica; Termalismo Social/Crenoterapia; Arteterapia; Ayurveda; Biodança; Dança Circular; Meditação; Musicoterapia; Naturopatia; Osteopatia; Quiropraxia; Reflexoterapia; Reiki; Shantala; Terapia Comunitária Integrativa; Yoga; Apiterapia; Aromaterapia; Bioenergética; Constelação Familiar; Cromoterapia; Geoterapia; Hipnoterapia; Imposição de Mãos; Ozonioterapia; Terapia de Florais. Todas essas práticas estão disponíveis nos postos de saúde? Não necessariamente. Esse é um ponto importante para compreender como as Práticas Integrativas complementares funcionam dentro do SUS. O reconhecimento de 29 práticas pelo Ministério da Saúde não significa que todas sejam oferecidas em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS). A disponibilidade depende da organização de cada município, da estrutura da rede de saúde e da existência de profissionais capacitados para realizar determinada prática. Portanto, uma UBS pode oferecer algumas PICS enquanto outra unidade, inclusive no mesmo município, pode disponibilizar práticas diferentes ou nenhuma delas. Quais PICS podem ser encontradas na Atenção Primária? Dependendo da estrutura existente no município, podem ser encontrados atendimentos ou atividades relacionados a práticas como: acupuntura; auriculoterapia; meditação; yoga; Reiki; fitoterapia; arteterapia; dança circular; biodança; terapia comunitária integrativa; osteopatia. A lista disponível para o cidadão, entretanto, deve ser consultada diretamente na rede de saúde do município. Acupuntura está disponível pelo SUS? A Medicina Tradicional Chinesa/Acupuntura faz parte oficialmente da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares. Isso permite sua oferta dentro do SUS quando o município possui estrutura e profissionais habilitados para realizar o atendimento. A mesma lógica se aplica às demais PICS: estar incluída na política nacional não significa disponibilidade automática em qualquer posto de saúde. Como saber quais PICS estão disponíveis na minha cidade? O primeiro passo pode ser procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) e perguntar quais Práticas Integrativas e Complementares estão disponíveis naquela unidade ou na rede municipal. Dependendo da organização local, determinados serviços podem ser realizados na própria UBS ou encaminhados para outros estabelecimentos da rede. Também é possível consultar os canais oficiais da Secretaria Municipal de Saúde da sua cidade. PICS substituem tratamentos convencionais? O próprio nome ajuda a compreender seu papel: são práticas integrativas e complementares. Elas podem integrar o cuidado em saúde, mas não devem ser utilizadas indiscriminadamente como substitutas de tratamentos necessários. Outro cuidado importante é compreender que as 29 práticas reconhecidas pela política pública não possuem necessariamente o mesmo nível de evidência científica para todas as condições de saúde. A existência de uma prática dentro da PNPIC e a comprovação científica de sua eficácia para determinada doença são questões diferentes. Por isso, indicação, segurança, qualificação profissional e evidências disponíveis precisam ser consideradas. Conclusão As PICS no SUS ampliam as possibilidades de cuidado oferecidas à população brasileira. Atualmente, são 29 Práticas Integrativas Complementares reconhecidas, incluindo acupuntura, yoga, meditação, fitoterapia, Reiki, osteopatia, Ayurveda e outras abordagens. Entretanto, existe uma informação fundamental: o SUS reconhecer 29 PICS não significa encontrar as 29 práticas em todos os postos de saúde. A disponibilidade varia conforme município, unidade e profissionais existentes. Por isso, quem deseja utilizar uma Prática Integrativa e Complementar pelo SUS deve consultar sua UBS ou a Secretaria Municipal de Saúde para descobrir quais serviços estão efetivamente disponíveis em sua região. Fonte principal: Ministério da Saúde — Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS (PNPIC). Ao longo de mais de 20 anos dedicados à saúde e ao treinamento físico, venho ajudando pessoas comuns a conquistarem: emagrecimento; ganho de massa muscular; autoestima; disposição; qualidade de vida; performance física e mental. Se você sente que está treinando sem direção, sem resultado ou sem motivação, talvez esteja faltando justamente um planejamento pensado para a sua realidade. Lembre-se o que você aprendeu no texto assim “Cortar carboidratos emagrece?” Nem sempre! O melhor é estudar ou contratar um profissional para te ajudar!  Conheça também o meu E-book Guia da Musculação, criado para ajudar iniciantes e intermediários a entenderem os princípios do treinamento físico de forma prática, objetiva e acessível.  E se quiser acelerar seus resultados, conheça minha Consultoria Fitness Online, com acompanhamento personalizado, estratégias de treino, ajustes e direcionamento individualizado para sua rotina, objetivo e nível de condicionamento.  Acesse agora:Bernardo Stern Oficial  Perdeu algum episódio do programa Conexão Saúde?Confira a playlist completa no YouTube com conteúdos sobre: musculação; saúde; qualidade de vida; recuperação; bem-estar; performance; prevenção.  Assista aqui:Playlist Conexão Saúde no YouTube  Quer começar sua transformação agora? Me chame no WhatsApp e vamos construir juntos um plano para levar seu corpo e sua mente ao próximo nível. Seu resultado começa na decisão que você toma hoje. “Cortar carboidratos emagrece?”

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Personal trainer - Atribuições em 10 passos

Personal trainer – Atribuições em 10 passos

Saiba o que faz um personal trainer, conheça suas principais funções e entenda como o treinamento personalizado pode melhorar seus resultados e segurança. Contratar um personal trainer significa muito mais do que ter alguém ao lado contando repetições durante o treino. O trabalho envolve avaliação, planejamento, prescrição, orientação e acompanhamento do exercício físico de acordo com as características e os objetivos de cada pessoa. Emagrecimento, hipertrofia, aumento da força, melhora do condicionamento físico, preparação para testes físicos ou simplesmente manutenção da saúde são objetivos diferentes e, consequentemente, exigem estratégias diferentes. Mas, afinal, o que faz um personal trainer e quais são suas principais atribuições? O que é um personal trainer? O personal trainer é um profissional de Educação Física que atua com treinamento físico individualizado ou personalizado. Seu trabalho começa antes mesmo do primeiro exercício. É necessário compreender quem é aquela pessoa, qual seu objetivo, sua experiência anterior com exercícios, sua rotina, disponibilidade para treinar e outras informações relevantes para elaborar uma estratégia adequada. A partir disso, o profissional transforma um objetivo em um programa de treinamento estruturado. 1. Avaliar o aluno Uma das primeiras atribuições do personal trainer é conhecer a pessoa que será treinada. Essa avaliação pode considerar aspectos como: objetivos; histórico de treinamento; nível de condicionamento; rotina; disponibilidade; experiência com exercícios; capacidades físicas; limitações relevantes para o treinamento. Quando necessário e dentro de sua área de atuação, também podem ser utilizados testes e avaliações físicas. Quanto melhor o profissional conhece seu aluno, maiores são as possibilidades de individualizar o treinamento. 2. Definir objetivos “Quero emagrecer.” “Quero ganhar músculos.” “Quero melhorar minha saúde.” São objetivos legítimos, mas ainda bastante amplos. Uma das funções do personal trainer é ajudar a transformar essas intenções em metas mais claras e estabelecer uma estratégia para alcançá-las. O planejamento pode envolver objetivos relacionados a: hipertrofia; força; resistência; condicionamento cardiorrespiratório; composição corporal; desempenho esportivo; capacidade funcional; qualidade de vida. O treinamento deve ser construído de acordo com aquilo que se pretende desenvolver. 3. Prescrever o treinamento Esta é uma das principais atribuições do personal trainer. Prescrever exercícios não significa simplesmente escolher alguns movimentos e determinar quantas repetições serão realizadas. Um programa de treinamento envolve diferentes variáveis. Entre elas estão: exercícios + séries + repetições + carga + intervalos + frequência + volume + intensidade + progressão. Essas variáveis precisam ser combinadas conforme o objetivo, experiência e resposta individual ao treinamento. 4. Ensinar a execução dos exercícios Uma boa ficha de treinamento perde grande parte de seu valor quando os exercícios não são compreendidos adequadamente. O personal trainer deve ensinar os movimentos e observar sua execução. Isso pode envolver ajustes relacionados à posição corporal, amplitude, controle do movimento, equipamentos e organização do exercício. Mais importante do que simplesmente dizer “faça 10 repetições” é ensinar o aluno a compreender o exercício que está realizando. 5. Controlar cargas e intensidade O organismo se adapta ao treinamento. Aquilo que inicialmente representa um estímulo desafiador pode se tornar relativamente fácil algumas semanas depois. Por isso, o programa precisa evoluir. O personal trainer acompanha o desempenho e pode modificar diferentes variáveis conforme necessário: aumentar ou reduzir cargas; modificar volume; alterar intervalos; trocar exercícios; ajustar frequência; reorganizar sessões; modificar intensidade. Esse processo faz parte da progressão do treinamento. 6. Individualizar o treino Uma das maiores vantagens do treinamento personalizado é justamente a individualização. Duas pessoas podem querer emagrecer e ainda assim necessitar de programas bastante diferentes. Da mesma forma, duas pessoas buscando hipertrofia podem apresentar diferenças importantes de experiência, força, disponibilidade, preferências e resposta aos exercícios. Por isso, copiar o treino de outra pessoa nem sempre é uma boa estratégia. O melhor treinamento não é necessariamente o mais difícil. É aquele que faz sentido para quem está realizando. 7. Acompanhar os resultados O treinamento precisa produzir adaptações. Dependendo do objetivo, o personal trainer pode acompanhar indicadores relacionados a: força; resistência; desempenho; medidas corporais; composição corporal; capacidade funcional; evolução das cargas; tolerância ao treinamento. Esse acompanhamento ajuda a responder uma pergunta fundamental: o programa está funcionando? Quando os resultados não aparecem como esperado, o planejamento pode ser reavaliado. 8. Aumentar a segurança durante os exercícios Nenhuma atividade física é completamente livre de riscos. Entretanto, uma boa prescrição, progressão adequada e orientação profissional podem contribuir para tornar o treinamento mais seguro. O personal trainer precisa observar a resposta do aluno durante os exercícios e reconhecer situações que exigem adaptação, interrupção ou encaminhamento para avaliação de outro profissional. Também é fundamental respeitar os limites da própria atuação profissional. 9. Melhorar a adesão ao treinamento Talvez essa seja uma das funções mais importantes e menos lembradas. O melhor programa de treinamento do mundo produz poucos resultados quando a pessoa não consegue mantê-lo. O personal trainer também trabalha para construir uma rotina que seja possível de executar. Isso envolve: estabelecer metas; organizar o treinamento; acompanhar frequência; demonstrar evolução; ajustar expectativas; estimular autonomia; adaptar o planejamento à realidade do aluno. Resultado depende de treinamento, mas também depende de consistência. 10. Trabalhar em conjunto com outros profissionais Saúde e desempenho são multidisciplinares. Dependendo das necessidades do aluno, pode ser importante existir comunicação entre o personal trainer e outros profissionais, como: médicos; nutricionistas; fisioterapeutas; psicólogos; outros profissionais de saúde. Cada profissional deve atuar dentro de suas competências. O personal trainer prescreve e orienta exercícios físicos. Diagnósticos médicos, tratamentos fisioterapêuticos e prescrições nutricionais pertencem às respectivas áreas profissionais. Personal trainer serve apenas para musculação? Não. Embora a musculação seja uma das áreas mais associadas ao treinamento personalizado, a atuação pode envolver diferentes modalidades e objetivos, conforme a formação e especialização do profissional. O acompanhamento pode ser utilizado para treinamento de força, condicionamento físico, corrida, treinamento funcional, preparação esportiva e outras formas de exercício. Portanto, o personal trainer não deve ser definido pelo equipamento utilizado, mas pela individualização da prescrição e do acompanhamento do treinamento. Quem pode se beneficiar de um personal trainer? O acompanhamento personalizado pode ser interessante para diferentes públicos. Desde alguém que está entrando em uma academia pela primeira vez até praticantes experientes que desejam melhorar seus

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Programação neurolinguística

Programação neurolinguística

Conheça Richard Bandler, John Grinder e Virginia Satir e entenda como seus trabalhos contribuíram para o surgimento da Programação Neurolinguística (PNL). A Programação Neurolinguística (PNL) surgiu na década de 1970 a partir de uma pergunta bastante interessante: seria possível estudar pessoas extremamente competentes em comunicação e terapia, identificar seus padrões e aprender a reproduzi-los? Foi a partir dessa ideia que Richard Bandler e John Grinder começaram a desenvolver aquilo que posteriormente ficaria conhecido como PNL. Embora o nome de Virginia Satir apareça frequentemente associado aos primeiros anos da Programação Neurolinguística, existe uma distinção histórica importante: ela não foi propriamente uma das fundadoras da PNL. Satir foi uma das profissionais cujo trabalho serviu como importante referência para Bandler e Grinder. Mas quem eram esses profissionais? E o que exatamente é a PNL? O que é Programação Neurolinguística? A Programação Neurolinguística, popularmente chamada de PNL, é uma abordagem desenvolvida principalmente por Richard Bandler e John Grinder nos Estados Unidos durante os anos 1970. O próprio nome procura representar três dimensões: Programação: padrões e estratégias de comportamento que utilizamos. Neuro: relação das nossas experiências com os processos mentais e sensoriais. Linguística: maneira como utilizamos a linguagem para representar experiências e nos comunicar. De maneira simplificada, a PNL procura observar relações entre linguagem, pensamentos, percepções e comportamentos. Ao longo das décadas, seus conceitos passaram a ser utilizados principalmente em áreas como comunicação, desenvolvimento pessoal, vendas, liderança, negociação e treinamento comportamental. Quem são os criadores da PNL? Os dois nomes reconhecidos como fundadores da Programação Neurolinguística são Richard Bandler e John Grinder. A parceria entre os dois reuniu conhecimentos provenientes de áreas diferentes. Bandler possuía forte interesse por comportamento humano e pelo trabalho de psicoterapeutas, enquanto Grinder era linguista. Juntos, começaram a estudar como determinados profissionais conseguiam produzir resultados considerados particularmente interessantes em comunicação e psicoterapia. Em vez de perguntar apenas “por que isso funciona?”, buscavam compreender: “Como essa pessoa faz isso?” Essa mudança de perspectiva está diretamente relacionada a um dos conceitos mais conhecidos da PNL: a modelagem. Richard Bandler: um dos fundadores da PNL Richard Bandler nasceu em 1950, nos Estados Unidos. Durante sua formação, teve contato com trabalhos relacionados à psicoterapia e passou a demonstrar interesse especial pela maneira como terapeutas experientes utilizavam linguagem, gestos e diferentes estratégias de comunicação. Um dos profissionais que influenciaram esse período foi Fritz Perls, fundador da Gestalt-terapia. Bandler estudou intensamente registros do trabalho de Perls e começou a observar padrões presentes em suas intervenções. Foi nesse contexto acadêmico que sua trajetória encontrou a de John Grinder. John Grinder: a linguística encontra o comportamento John Grinder nasceu em 1940 e construiu sua carreira acadêmica principalmente no campo da linguística. Sua formação foi particularmente importante para o desenvolvimento inicial da PNL porque permitiu analisar de maneira estruturada os padrões de linguagem utilizados durante a comunicação. Ao trabalhar com Bandler, Grinder passou a investigar como determinadas estruturas linguísticas poderiam estar relacionadas à forma como uma pessoa representa suas experiências. A combinação foi interessante: Bandler observava padrões de comportamento e intervenção. Grinder ajudava a identificar estruturas presentes na linguagem. Dessa colaboração surgiram alguns dos primeiros modelos associados à Programação Neurolinguística. Virginia Satir: uma das grandes influências da PNL Virginia Satir (1916–1988) foi uma importante psicoterapeuta norte-americana e uma das pioneiras da terapia familiar. Sua capacidade de comunicação e interação com famílias chamou a atenção de Bandler e Grinder. Eles estudaram seu trabalho procurando identificar padrões que pudessem ajudar a compreender como Satir estabelecia comunicação, criava conexão e conduzia suas intervenções. Por isso, Virginia Satir aparece frequentemente na história da PNL. Entretanto, é mais correto descrevê-la como uma das principais influências do desenvolvimento inicial da PNL, e não como uma de suas fundadoras. Outros profissionais que influenciaram a PNL Virginia Satir não foi a única referência estudada por Bandler e Grinder. Dois outros nomes tiveram papel particularmente importante. Fritz Perls Fritz Perls foi um dos principais responsáveis pelo desenvolvimento da Gestalt-terapia. Bandler estudou registros de suas sessões e observou características relacionadas à comunicação e às intervenções terapêuticas utilizadas por Perls. Milton Erickson Milton H. Erickson foi psiquiatra e tornou-se internacionalmente conhecido por sua abordagem particular da hipnose clínica. Bandler e Grinder também estudaram seus padrões de linguagem e comunicação. A observação desses profissionais ajudou a construir a ideia de que determinadas competências poderiam ser analisadas, estruturadas e posteriormente ensinadas. Modelagem: um conceito central da PNL A modelagem talvez seja uma das ideias mais interessantes associadas à Programação Neurolinguística. O princípio básico consiste em observar alguém que apresenta excelência em determinada habilidade e tentar identificar: como essa pessoa pensa; como se comunica; quais comportamentos utiliza; quais estratégias repete; como reage diante de diferentes situações; quais padrões parecem contribuir para seus resultados. Depois disso, procura-se estruturar esses elementos para que possam ser aprendidos ou reproduzidos por outras pessoas. Esse conceito acabou levando a PNL para muito além do contexto terapêutico original. Rapport e comunicação Outro conceito bastante popular associado à PNL é o rapport. Rapport pode ser entendido como a construção de uma relação de sintonia, confiança e conexão durante uma interação. Na prática, envolve prestar atenção genuína à outra pessoa, adaptar a comunicação ao contexto e perceber elementos verbais e não verbais da interação. Embora rapport não seja uma descoberta exclusiva da PNL, tornou-se um dos temas mais difundidos nos treinamentos relacionados à abordagem. Isso explica sua utilização frequente em áreas como: vendas; liderança; negociação; atendimento ao cliente; apresentações; comunicação interpessoal. O chamado Meta Modelo da PNL Um dos primeiros trabalhos desenvolvidos por Bandler e Grinder ficou conhecido como Meta Modelo. A proposta procura analisar determinadas estruturas utilizadas na linguagem e fazer perguntas que ajudem a esclarecer generalizações, omissões ou interpretações presentes na comunicação. Imagine alguém dizendo: “Eu nunca consigo fazer nada direito.” Uma pergunta poderia ser: “Nunca? Você consegue lembrar de alguma situação em que conseguiu?” O objetivo é explorar com maior precisão aquilo que está sendo comunicado. Essa preocupação com a estrutura da linguagem foi fortemente influenciada pela formação de Grinder como linguista. PNL – Programação Neurolinguística é ciência?

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Cortar carboidratos emagrece? Por Claudia Stern

Cortar carboidratos emagrece? Por Claudia Stern

Cortar carboidratos emagrece? Entenda por que o peso pode cair rapidamente, o que acontece com a gordura corporal e como preservar a massa muscular. Cortar carboidratos é uma das estratégias mais populares entre pessoas que desejam emagrecer. Dietas low carb, cetogênicas e diferentes versões de restrição de carboidratos ganharam enorme espaço nas redes sociais, muitas vezes acompanhadas da promessa de perda rápida de peso. Mas cortar carboidratos emagrece realmente? A resposta exige entender uma diferença fundamental: perder peso não é necessariamente a mesma coisa que perder gordura. Em entrevista ao Conexão Saúde, a nutricionista Claudia Stern chamou atenção justamente para essa questão. Quando reduzimos drasticamente os carboidratos, a balança pode cair rapidamente, mas parte dessa redução inicial pode estar relacionada à diminuição dos estoques de glicogênio e da água associada a eles. Isso não significa que dietas low carb não funcionem. Significa apenas que precisamos entender o que realmente está acontecendo dentro do organismo. O que acontece quando cortamos carboidratos? O organismo armazena carboidratos principalmente na forma de glicogênio, especialmente nos músculos e no fígado. Esses estoques estão associados à água. Quando uma pessoa reduz significativamente a ingestão de carboidratos, os estoques de glicogênio podem diminuir e, junto deles, ocorre também redução da água corporal associada. É uma das explicações para a queda relativamente rápida na balança observada nos primeiros dias de algumas dietas com baixo consumo de carboidratos. Porém, isso não significa que toda redução seja apenas água. Dietas com restrição de carboidratos também podem produzir redução de gordura corporal quando inseridas em uma estratégia alimentar adequada. O ponto central é outro: a balança não consegue mostrar sozinha o que você perdeu. Perder peso é diferente de perder gordura – Cortar carboidratos emagrece mesmo? Esse conceito é fundamental para entender qualquer processo de emagrecimento. Nosso peso corporal inclui: gordura; músculos e outros tecidos magros; água; glicogênio; conteúdo gastrointestinal; ossos e demais tecidos. Imagine que uma pessoa comece uma dieta extremamente baixa em carboidratos e perca alguns quilos rapidamente. Isso não significa automaticamente que tenha eliminado a mesma quantidade de gordura. Parte dessa diferença pode estar relacionada às mudanças de água, glicogênio e conteúdo gastrointestinal. Por isso, avaliar apenas alguns dias na balança pode produzir uma interpretação equivocada do resultado. Carboidrato engorda? A resposta curta é: carboidratos não provocam automaticamente ganho de gordura corporal. Carboidratos fornecem aproximadamente 4 kcal por grama, assim como as proteínas. As gorduras fornecem aproximadamente 9 kcal por grama. Isso ajuda a compreender um dos pontos discutidos por Claudia Stern durante a entrevista. Retirar carboidratos e substituí-los por grandes quantidades de outros alimentos não significa necessariamente diminuir a ingestão energética. Imagine alguém que retire arroz, pão e massas, mas aumente consideravelmente o consumo de carnes, queijos, ovos e outros alimentos. Dependendo das quantidades, a ingestão total de calorias pode continuar elevada. Portanto, simplesmente eliminar um macronutriente não garante emagrecimento. Então dieta low carb funciona? Sim, pode funcionar. E é importante não cair no extremo oposto de afirmar que reduzir carboidratos não possui utilidade. Uma grande revisão sistemática e meta-análise publicada em 2023 reuniu 110 ensaios clínicos randomizados sobre restrição de carboidratos em adultos com sobrepeso ou obesidade. Os pesquisadores encontraram redução do peso associada à diminuição da ingestão de carboidratos em diferentes períodos de acompanhamento. Outra revisão sistemática e meta-análise, publicada em 2026, analisou 23 ensaios clínicos randomizados e encontrou que padrões alimentares com restrição de carboidratos produziram reduções modestas, porém estatisticamente significativas, no peso corporal, circunferência abdominal e massa de gordura quando comparados a dietas com maior quantidade de carboidratos. Portanto, a discussão científica não deveria ser: “Low carb funciona ou não funciona?” Uma pergunta melhor seria: “Para quem, em qual contexto e por quanto tempo essa estratégia faz sentido?” Low carb é melhor do que outras dietas? Não necessariamente. Uma meta-análise publicada no Diabetes, Obesity and Metabolism, envolvendo 25 ensaios clínicos, encontrou maior perda de peso com dietas low carb nos primeiros meses. Entretanto, essa diferença deixou de ser significativa nos períodos mais longos avaliados. Esse resultado ajuda a explicar por que duas afirmações aparentemente contraditórias podem ser verdadeiras ao mesmo tempo: Low carb pode funcionar. Mas: Low carb não precisa ser a melhor estratégia para todas as pessoas. A adesão ao planejamento alimentar, ingestão energética, qualidade dos alimentos, rotina e capacidade de manter a estratégia também precisam ser consideradas. Por que a balança cai tão rápido quando cortamos carboidratos? Esse fenômeno merece atenção porque pode criar uma falsa percepção de velocidade do emagrecimento. Com a redução da ingestão de carboidratos, diminuem os estoques de glicogênio. Como existe água associada a esses estoques, parte dela também pode ser eliminada. Além disso, mudanças importantes na alimentação podem modificar o conteúdo gastrointestinal. Consequentemente, o número mostrado pela balança pode cair rapidamente. Isso pode ser motivador, mas não significa que vários quilos de gordura tenham desaparecido em poucos dias. Velocidade de perda de peso e velocidade de perda de gordura são coisas diferentes. E o que acontece com a massa muscular? Essa é uma questão particularmente importante para quem pratica musculação. Durante um processo de emagrecimento com déficit energético, existe potencial para perda de massa magra. Por isso, uma boa estratégia não deveria buscar simplesmente fazer o peso diminuir o mais rapidamente possível. O objetivo deveria ser: reduzir gordura corporal preservando, na medida do possível, a massa muscular. Para isso, diferentes fatores precisam ser considerados, entre eles: ingestão adequada de proteínas; treinamento de força; déficit energético adequadamente planejado; qualidade da alimentação; recuperação; sono. Durante o programa, Claudia Stern destaca que as necessidades proteicas podem variar conforme objetivo, peso corporal, atividade física e estágio do processo de emagrecimento. Mais proteína é sempre melhor? Não. Esse é outro erro frequente. Ao demonizar os carboidratos, algumas pessoas passam a considerar os alimentos proteicos praticamente “liberados”. Mas proteína também fornece energia. Portanto, aumentar indefinidamente seu consumo não significa aumentar proporcionalmente os benefícios. Existe diferença entre consumir proteína suficiente para atender às necessidades individuais e simplesmente consumir a maior quantidade possível. O planejamento precisa considerar o contexto completo da alimentação. O

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Correr uma maratona

Correr uma maratona

Correr uma maratona: é possível? Correr uma maratona se tornou popular, mas 42 km continuam sendo um enorme desafio para o organismo. Entenda o que essa distância exige do corpo. Hoje, correr uma maratona pode até parecer algo comum. As provas se multiplicaram, milhares de corredores ocupam as ruas e a cultura da corrida ganhou espaço nas redes sociais, academias e grupos de treinamento. Mas existe um detalhe que não deveria ser esquecido: 42,195 quilômetros continuam sendo uma distância extraordinária para o corpo humano. Durante uma entrevista no Conexão Saúde, o treinador, educador físico e ultramaratonista Arthur Moraes Costa resumiu essa ideia em uma frase provocativa: “42 quilômetros numa maratona não é normal.” A declaração não pretende diminuir a corrida ou desencorajar quem sonha em completar uma maratona. Pelo contrário: ela ajuda a dimensionar o tamanho da conquista. Porque completar 42 km exige muito mais do que simplesmente gostar de correr. Correr uma maratona se tornou comum? A corrida de rua vive um período de grande popularidade. É cada vez mais comum conhecer alguém que corre 5 km, 10 km, participa de uma meia maratona ou está se preparando para enfrentar os tradicionais 42,195 km. Nas redes sociais, medalhas, relógios marcando quilômetros e fotografias cruzando linhas de chegada aparecem diariamente. Essa popularização é positiva porque pode incentivar mais pessoas a praticarem atividade física. Por outro lado, existe um efeito curioso: quando começamos a ver muitas pessoas realizando algo extraordinário, corremos o risco de acreditar que aquilo se tornou fácil. Não se tornou. Por que correr 42 km é tão desafiador? Uma maratona impõe uma demanda prolongada ao organismo. Durante horas de corrida, diferentes sistemas precisam trabalhar simultaneamente para sustentar o esforço. O corredor depende de: capacidade cardiorrespiratória; resistência muscular; disponibilidade energética; hidratação; termorregulação; eficiência biomecânica; resistência física e mental. E quanto maior o tempo de prova, maior tende a ser a importância de administrar adequadamente ritmo, alimentação, hidratação e esforço. Por isso, a maratona não começa na linha de largada. Ela começa meses antes. O verdadeiro desafio está na preparação Quando vemos alguém cruzando a linha de chegada de uma maratona, estamos observando apenas o último capítulo de uma história muito maior. Antes dos 42 km normalmente vieram centenas — muitas vezes milhares — de quilômetros de treinamento. Foram semanas e meses organizando: treino + alimentação + descanso + recuperação + rotina. É justamente essa preparação progressiva que permite ao organismo desenvolver adaptações para tolerar distâncias cada vez maiores. Uma pessoa não deveria simplesmente decidir correr 42 km no fim de semana porque consegue correr alguns quilômetros confortavelmente. Existe um processo. Da caminhada aos 42 km: cada etapa importa Um dos pontos mais interessantes da reflexão apresentada por Arthur é que a corrida não deveria se transformar em uma competição permanente para descobrir quem consegue fazer mais. Para alguém sedentário, caminhar regularmente pode representar uma enorme conquista. Para outra pessoa, correr seus primeiros 5 km pode ser extraordinário. Depois podem surgir novos objetivos: 5 km. 10 km. 21 km. 42 km. Talvez uma ultramaratona. Ou talvez não. A distância não determina sozinha o valor da conquista. O objetivo precisa fazer sentido para aquela pessoa e para aquele momento de sua vida. Meia maratona também é uma grande conquista A popularização das provas também pode fazer com que distâncias menores sejam injustamente desvalorizadas. Uma meia maratona possui aproximadamente 21,1 quilômetros. Para completar essa distância, um corredor recreacional pode permanecer em atividade por duas horas ou mais. Isso já representa uma demanda física considerável. Arthur chama atenção justamente para essa mudança de perspectiva: alguém que se prepara adequadamente para correr uma meia maratona já realizou algo que merece reconhecimento. Não é necessário correr 42 km para ser corredor. Correr mais não significa necessariamente correr melhor Existe uma tendência natural de transformar a corrida em uma escada: 5 km → 10 km → 21 km → 42 km → ultramaratona. Mas essa progressão não precisa acontecer. Uma pessoa pode passar anos correndo 5 ou 10 km e continuar evoluindo em velocidade, técnica, condicionamento e prazer pela atividade. Outra pode preferir provas longas. Outra pode simplesmente correr algumas vezes por semana sem competir. Todas essas possibilidades são legítimas. Evoluir na corrida não significa obrigatoriamente aumentar a distância. Nem todos irão correr uma maratona! O corpo precisa se adaptar progressivamente A preparação para uma maratona envolve adaptações que acontecem ao longo do tempo. O sistema cardiovascular precisa sustentar longos períodos de exercício. Músculos e estruturas musculoesqueléticas precisam tolerar milhares de impactos repetidos. O metabolismo precisa administrar as reservas energéticas. E o próprio corredor precisa aprender a interpretar sinais do corpo. Por isso, aumentar volume ou intensidade rapidamente demais pode ser contraproducente. O treinamento precisa respeitar fatores como histórico esportivo, idade, experiência, disponibilidade para recuperação e resposta individual às cargas. O que acontece com o corpo durante uma maratona? Conforme os quilômetros avançam, manter o desempenho pode se tornar progressivamente mais difícil. O organismo utiliza principalmente carboidratos e gorduras para sustentar o exercício, em proporções que variam conforme intensidade, duração, condicionamento e disponibilidade energética. Também ocorre perda de líquidos pelo suor, e estratégias inadequadas de hidratação ou reposição energética podem comprometer o desempenho. Ao mesmo tempo, a musculatura acumula fadiga e manter a técnica de corrida pode se tornar mais difícil. É por isso que experiência e estratégia fazem tanta diferença em provas longas. E o famoso “muro” da maratona? Muitos corredores relatam uma queda acentuada no rendimento durante os quilômetros finais da prova, fenômeno popularmente conhecido como “bater no muro”. Não existe uma única explicação para isso. Disponibilidade de carboidratos, fadiga muscular, ritmo inadequado, condições ambientais e aspectos psicológicos podem contribuir para a sensação de que continuar correndo ficou subitamente muito mais difícil. Um dos objetivos da preparação é justamente desenvolver estratégias para reduzir a probabilidade de que isso aconteça. Preparação para maratona vai além de correr Quem pretende enfrentar os 42 km precisa entender que o desempenho não depende exclusivamente dos treinos de corrida. Outros fatores também ganham importância, como: treinamento de força;

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