Programação neurolinguística
Conheça Richard Bandler, John Grinder e Virginia Satir e entenda como seus trabalhos contribuíram para o surgimento da Programação Neurolinguística (PNL). A Programação Neurolinguística (PNL) surgiu na década de 1970 a partir de uma pergunta bastante interessante: seria possível estudar pessoas extremamente competentes em comunicação e terapia, identificar seus padrões e aprender a reproduzi-los? Foi a partir dessa ideia que Richard Bandler e John Grinder começaram a desenvolver aquilo que posteriormente ficaria conhecido como PNL. Embora o nome de Virginia Satir apareça frequentemente associado aos primeiros anos da Programação Neurolinguística, existe uma distinção histórica importante: ela não foi propriamente uma das fundadoras da PNL. Satir foi uma das profissionais cujo trabalho serviu como importante referência para Bandler e Grinder. Mas quem eram esses profissionais? E o que exatamente é a PNL? O que é Programação Neurolinguística? A Programação Neurolinguística, popularmente chamada de PNL, é uma abordagem desenvolvida principalmente por Richard Bandler e John Grinder nos Estados Unidos durante os anos 1970. O próprio nome procura representar três dimensões: Programação: padrões e estratégias de comportamento que utilizamos. Neuro: relação das nossas experiências com os processos mentais e sensoriais. Linguística: maneira como utilizamos a linguagem para representar experiências e nos comunicar. De maneira simplificada, a PNL procura observar relações entre linguagem, pensamentos, percepções e comportamentos. Ao longo das décadas, seus conceitos passaram a ser utilizados principalmente em áreas como comunicação, desenvolvimento pessoal, vendas, liderança, negociação e treinamento comportamental. Quem são os criadores da PNL? Os dois nomes reconhecidos como fundadores da Programação Neurolinguística são Richard Bandler e John Grinder. A parceria entre os dois reuniu conhecimentos provenientes de áreas diferentes. Bandler possuía forte interesse por comportamento humano e pelo trabalho de psicoterapeutas, enquanto Grinder era linguista. Juntos, começaram a estudar como determinados profissionais conseguiam produzir resultados considerados particularmente interessantes em comunicação e psicoterapia. Em vez de perguntar apenas “por que isso funciona?”, buscavam compreender: “Como essa pessoa faz isso?” Essa mudança de perspectiva está diretamente relacionada a um dos conceitos mais conhecidos da PNL: a modelagem. Richard Bandler: um dos fundadores da PNL Richard Bandler nasceu em 1950, nos Estados Unidos. Durante sua formação, teve contato com trabalhos relacionados à psicoterapia e passou a demonstrar interesse especial pela maneira como terapeutas experientes utilizavam linguagem, gestos e diferentes estratégias de comunicação. Um dos profissionais que influenciaram esse período foi Fritz Perls, fundador da Gestalt-terapia. Bandler estudou intensamente registros do trabalho de Perls e começou a observar padrões presentes em suas intervenções. Foi nesse contexto acadêmico que sua trajetória encontrou a de John Grinder. John Grinder: a linguística encontra o comportamento John Grinder nasceu em 1940 e construiu sua carreira acadêmica principalmente no campo da linguística. Sua formação foi particularmente importante para o desenvolvimento inicial da PNL porque permitiu analisar de maneira estruturada os padrões de linguagem utilizados durante a comunicação. Ao trabalhar com Bandler, Grinder passou a investigar como determinadas estruturas linguísticas poderiam estar relacionadas à forma como uma pessoa representa suas experiências. A combinação foi interessante: Bandler observava padrões de comportamento e intervenção. Grinder ajudava a identificar estruturas presentes na linguagem. Dessa colaboração surgiram alguns dos primeiros modelos associados à Programação Neurolinguística. Virginia Satir: uma das grandes influências da PNL Virginia Satir (1916–1988) foi uma importante psicoterapeuta norte-americana e uma das pioneiras da terapia familiar. Sua capacidade de comunicação e interação com famílias chamou a atenção de Bandler e Grinder. Eles estudaram seu trabalho procurando identificar padrões que pudessem ajudar a compreender como Satir estabelecia comunicação, criava conexão e conduzia suas intervenções. Por isso, Virginia Satir aparece frequentemente na história da PNL. Entretanto, é mais correto descrevê-la como uma das principais influências do desenvolvimento inicial da PNL, e não como uma de suas fundadoras. Outros profissionais que influenciaram a PNL Virginia Satir não foi a única referência estudada por Bandler e Grinder. Dois outros nomes tiveram papel particularmente importante. Fritz Perls Fritz Perls foi um dos principais responsáveis pelo desenvolvimento da Gestalt-terapia. Bandler estudou registros de suas sessões e observou características relacionadas à comunicação e às intervenções terapêuticas utilizadas por Perls. Milton Erickson Milton H. Erickson foi psiquiatra e tornou-se internacionalmente conhecido por sua abordagem particular da hipnose clínica. Bandler e Grinder também estudaram seus padrões de linguagem e comunicação. A observação desses profissionais ajudou a construir a ideia de que determinadas competências poderiam ser analisadas, estruturadas e posteriormente ensinadas. Modelagem: um conceito central da PNL A modelagem talvez seja uma das ideias mais interessantes associadas à Programação Neurolinguística. O princípio básico consiste em observar alguém que apresenta excelência em determinada habilidade e tentar identificar: como essa pessoa pensa; como se comunica; quais comportamentos utiliza; quais estratégias repete; como reage diante de diferentes situações; quais padrões parecem contribuir para seus resultados. Depois disso, procura-se estruturar esses elementos para que possam ser aprendidos ou reproduzidos por outras pessoas. Esse conceito acabou levando a PNL para muito além do contexto terapêutico original. Rapport e comunicação Outro conceito bastante popular associado à PNL é o rapport. Rapport pode ser entendido como a construção de uma relação de sintonia, confiança e conexão durante uma interação. Na prática, envolve prestar atenção genuína à outra pessoa, adaptar a comunicação ao contexto e perceber elementos verbais e não verbais da interação. Embora rapport não seja uma descoberta exclusiva da PNL, tornou-se um dos temas mais difundidos nos treinamentos relacionados à abordagem. Isso explica sua utilização frequente em áreas como: vendas; liderança; negociação; atendimento ao cliente; apresentações; comunicação interpessoal. O chamado Meta Modelo da PNL Um dos primeiros trabalhos desenvolvidos por Bandler e Grinder ficou conhecido como Meta Modelo. A proposta procura analisar determinadas estruturas utilizadas na linguagem e fazer perguntas que ajudem a esclarecer generalizações, omissões ou interpretações presentes na comunicação. Imagine alguém dizendo: “Eu nunca consigo fazer nada direito.” Uma pergunta poderia ser: “Nunca? Você consegue lembrar de alguma situação em que conseguiu?” O objetivo é explorar com maior precisão aquilo que está sendo comunicado. Essa preocupação com a estrutura da linguagem foi fortemente influenciada pela formação de Grinder como linguista. PNL – Programação Neurolinguística é ciência?
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