Em 2022, segundo a World Health Organization (OMS), havia aproximadamente 130 milhões de doações de sangue em 192 países.
Embora os países de alta renda tenham ~ 31,5 doações por 1 000 habitantes, muitos países de baixa renda têm < 5 doações por 1 000 — refletindo acesso reduzido e infraestrutura limitada.
A OMS estima que até 50 % das emergências cirúrgicas em países de baixa renda enfrentam falta de sangue seguro.
🔹 América Latina e Caribe
Em alguns países latino-americanos, a taxa média varia entre 10-12 doações por 1 000 pessoas.
O Brasil, segundo relatórios estaduais, apresenta taxas bem menores (< 1 por 1 000 em certas regiões).
Acompanhar registros regionais mostra que áreas metropolitanas concentram > 70 % das doações, enquanto zonas rurais ficam deficitárias.
🔹 Brasil (dados mais detalhados)
Estimativa nacional: cerca de 3 a 4 milhões de doações anuais para atender ~ 180 milhões de habitantes.
Ideal recomendado pelo Ministério da Saúde é 3 % da população como doadora regular, ou seja ~ 5,4 milhões de doações/ano para o Brasil.
Estudos apontam que mais de 40 % dos hemocentros brasileiros enfrentam estoque mínimo crítico durante períodos como feriados ou férias.
Faixa etária predominante: 31-40 anos; gênero predominante: masculino (~60 %).
Tipo sanguíneo mais frequente no Brasil: O+ e A+ (~70 %-75% juntos); tipos raros como AB- representam < 1%.
🔹 Estoques e Perdas
Estimativas indicam que até 20 % das unidades coletadas podem ser descartadas devido a falhas de armazenamento, temperatura, contaminação ou incompatibilidade.
Um relatório de 2024 mostrou que o custo de descarte de sangue por logística inadequada pode exceder US$ 50 por unidade em países de alta renda.
Hemocentros que operam com menos de 3 dias de estoque são considerados em “nível crítico” — muitos relatam ativo uso de campanhas emergenciais para evitar desperdício.
🔹 Projeção para os próximos anos
A OMS sugere que com aumento do envelhecimento populacional e da necessidade de transfusões, a demanda por sangue pode crescer em 3-4% ao ano em países de média e alta renda.
Em países de baixa renda, se não houver infraestrutura reforçada e campanhas de doação, o déficit poderá alcançar milhões de unidades faltantes por ano até 2030.
Programas de fidelização de doadores, triagem eficiente, e inovação em processamento (ex: armazenamento prolongado de plaquetas) são vistos como chaves para redução da escassez.