Método de avaliação DEXA: entenda tudo em 5 passos

Método de avaliação DEXA: entenda tudo em 5 passos

Método de avaliação DEXA: entenda tudo em 5 passos

Método de Avaliação DEXA: entenda em 5 passos como funciona o exame, o que ele mede e como avalia gordura, massa magra e densidade mineral óssea.

Peso e IMC são informações úteis, mas não mostram do que o corpo é composto. Duas pessoas com o mesmo peso podem apresentar quantidades bastante diferentes de gordura, massa magra e tecido ósseo.

É justamente nesse ponto que entra a avaliação DEXA, também chamada tecnicamente de DXA.

Desenvolvida inicialmente para avaliação da saúde óssea, a tecnologia passou a ser utilizada também para analisar a composição corporal. Em um exame de corpo inteiro, é possível obter estimativas de massa gorda, massa magra e conteúdo mineral ósseo, além de informações regionais.

Vamos entender o método em cinco passos.

1. O que é a avaliação no método de avaliação DEXA?

DEXA ou, na nomenclatura atualmente recomendada, DXA, significa absorciometria por raios X de dupla energia.

O equipamento utiliza raios X de duas energias diferentes. Como os tecidos corporais apresentam diferentes características de atenuação, o sistema consegue estimar diferentes componentes do organismo.

Na avaliação da composição corporal, o DXA trabalha essencialmente com três compartimentos:

  • massa gorda;
  • massa magra de tecidos moles;
  • conteúdo mineral ósseo.

Isso permite enxergar mudanças que uma balança comum não consegue identificar.

2. O que o DEXA consegue medir?

Um dos principais diferenciais da avaliação DEXA é fornecer informações sobre a composição corporal total e regional.

O relatório pode apresentar dados como massa gorda total, percentual de gordura, massa magra, conteúdo e densidade mineral óssea. Dependendo do equipamento e do software, também podem aparecer indicadores como índice de massa gorda, índice de massa magra, massa magra apendicular, relação de gordura androide/ginoide e estimativas de tecido adiposo visceral.

Isso torna o método interessante em diferentes contextos clínicos e de acompanhamento corporal.

A International Society for Clinical Densitometry, por exemplo, inclui entre suas aplicações a avaliação das alterações de gordura e massa magra em pessoas submetidas à cirurgia bariátrica ou a tratamentos que produzam grande perda de peso.

3. DEXA é melhor que bioimpedância e dobras cutâneas?

Essa pergunta exige cuidado.

A posição oficial da Associação Brasileira de Avaliação Óssea e Osteometabolismo (ABRASSO) considera o DXA um método de referência para avaliação da composição corporal, especialmente da massa gorda, considerando fatores como precisão, duração e capacidade de avaliar diferentes compartimentos corporais.

Isso não torna automaticamente os outros métodos inúteis.

Dobras cutâneas, antropometria e bioimpedância podem ser ferramentas úteis dependendo do objetivo, equipamento disponível, protocolo e profissional responsável.

Na prática, um ponto fundamental é a padronização.

Para acompanhar evolução corporal, muitas vezes é mais útil realizar avaliações sucessivas seguindo o mesmo método e condições semelhantes do que trocar constantemente de equipamento e protocolo.

4. O exame DEXA é preciso?

O DXA apresenta boa precisão, mas isso não significa que seja um exame absolutamente livre de variações.

Posicionamento, preparação, equipamento, fabricante, calibração e análise podem influenciar os resultados. A própria ISCD recomenda padronizar fatores como horário, alimentação, atividade física, roupas, esvaziamento da bexiga e posicionamento quando o objetivo é obter medidas comparáveis ao longo do tempo.

Também existem diferenças entre equipamentos e fabricantes. Por isso, para acompanhar pequenas mudanças na composição corporal, repetir o exame no mesmo equipamento ou em sistemas adequadamente calibrados melhora a comparabilidade.

Portanto, dizer que o DEXA fornece o percentual de gordura “exato” seria uma simplificação.

Ele é uma ferramenta sofisticada e bastante útil, mas continua sendo um método de avaliação e estimativa da composição corporal.

5. Para quem o método de avaliação DEXA pode ser interessante?

A avaliação DEXA pode ter aplicações clínicas importantes e também ser útil quando existe necessidade de acompanhar mudanças relevantes na composição corporal.

Entre os contextos reconhecidos estão pessoas passando por grande redução de peso, pacientes com alterações de massa muscular ou função física e determinadas situações clínicas nas quais a distribuição de gordura e massa magra possui relevância.

Para quem treina, uma avaliação detalhada também pode ajudar a compreender algo que a balança frequentemente esconde.

Imagine alguém que perdeu apenas 2 kg. O resultado pode parecer pequeno. Mas, se houve redução de 5 kg de gordura acompanhada de aumento de 3 kg de massa magra, a interpretação muda completamente.

É por isso que peso corporal e composição corporal não são sinônimos.

DEXA utiliza radiação?

Sim. O método utiliza raios X, porém com baixa dose de radiação quando comparado a outras técnicas de imagem, como a tomografia computadorizada.

Ainda assim, existem contraindicações e limitações. A ISCD considera a gravidez uma contraindicação para DXA de composição corporal e também destaca questões como limite de peso do equipamento, contraste administrado recentemente e artefatos que podem interferir no exame.

Conclusão

A avaliação DEXA permite ir muito além do número mostrado pela balança.

Em cinco passos, podemos resumir:

  1. Utiliza raios X de dupla energia para analisar o corpo.
  2. Avalia massa gorda, massa magra e componente mineral ósseo.
  3. Permite análises corporais totais e regionais.
  4. Apresenta boa precisão, mas depende de padronização e controle de qualidade.
  5. Pode ser especialmente útil para acompanhar mudanças importantes na composição corporal.

Para quem acompanha emagrecimento, ganho de massa muscular ou mudanças corporais significativas, existe uma diferença fundamental entre perguntar “quanto você pesa?” e perguntar “o que mudou no seu corpo?”.

A balança mostra o peso. A avaliação da composição corporal ajuda a entender de onde esse peso vem.

Referências bibliográficas

KURANZ, S. et al. Body composition with dual energy X-ray absorptiometry: from basics to new tools. Quantitative Imaging in Medicine and Surgery, 2020.  Método de Avaliação DEXA

INTERNATIONAL SOCIETY FOR CLINICAL DENSITOMETRY (ISCD). Official Adult Positions — Body Composition. 2023. Método de Avaliação DEXA


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