Fascite Plantar

📌 Para Iniciantes

O que é: 👣
A fascite plantar é uma inflamação na fáscia plantar, um tecido fibroso que vai do calcanhar até a ponta dos dedos.
Ela é responsável por sustentar o arco do pé e absorver impactos ao caminhar, correr ou ficar em pé.

Sintomas principais:

  • Dor forte no calcanhar, principalmente ao dar os primeiros passos de manhã.
  • Dor que melhora ao caminhar, mas pode voltar após muito tempo em pé ou após exercícios.
  • Sensação de queimação ou pontada na sola do pé.

Fatores de risco:

  • Ficar muito tempo em pé.
  • Uso de calçados inadequados.
  • Sobrepeso.
  • Falta de alongamento da panturrilha.
  • Atividades de impacto (corrida, saltos).

Cuidados iniciais:

  • Usar calçados com bom amortecimento.
  • Alongar a panturrilha e a planta do pé.
  • Aplicar gelo após atividades.
  • Evitar andar descalço em superfícies duras.

📌 Para Avançados

Fisiopatologia:
A fascite plantar envolve microlesões por sobrecarga repetitiva na fáscia plantar, principalmente em sua inserção no tubérculo medial do calcâneo. Essas lesões geram inflamação e degeneração do colágeno (tendinopatia degenerativa).
Estudos mostram também uma relação com encurtamento dos músculos gastrocnêmio e sóleo, além de fraqueza nos músculos intrínsecos do pé, alterando a distribuição de carga.

Epidemiologia:

  • Estima-se que a fascite plantar afete 10% da população em algum momento da vida.
  • É a causa mais comum de dor no calcanhar em adultos.
  • Prevalência maior em mulheres de meia idade, corredores e pessoas com sobrepeso.

Diagnóstico:

  • Baseado em anamnese e exame físico (dor à palpação no tubérculo medial do calcâneo, teste de dorsiflexão do hálux).
  • Diagnóstico por imagem (ultrassonografia ou ressonância magnética) em casos crônicos ou de difícil manejo.

Tratamento:

  • Conservador (primeira linha, eficaz em 80-90% dos casos):
    • Alongamento da cadeia posterior (gastrocnêmio-sóleo-fáscia plantar).
    • Fortalecimento dos músculos intrínsecos do pé.
    • Palmilhas ortopédicas (suporte do arco plantar).
    • Terapia manual e liberação miofascial.
    • Crioterapia (gelo).
  • Avançado:
    • Ondas de choque extracorpóreas (ESWT).

Prognóstico:

  • Maioria responde bem em até 6 a 12 meses de tratamento conservador.
  • Crônicos podem evoluir para fibrose e esporão calcâneo.

Resumo prático:

  • Iniciantes → foco em prevenção, alongamento e calçado adequado.
  • Avançados → entender a fisiopatologia, diferenciação de diagnósticos (tendinopatia de Aquiles, esporão, fraturas por estresse) e manejo avançado conservador/invasivo.